Tenho aprendido a respeitar a todos, procurando entender seus contextos desenvolvendo minha porção social de empatia. Existe uma ética positiva nas redes sociais, principalmente quando deixamos de ser puramente anônimos e passamos a "defender" nossa "bandeira de nós mesmos". Este, é você. Não dá pra disfarçar. É certo que nem todos vão te entender, gostar de você, te seguir, mas estão aprendendo a te respeitar e a te conhecer melhor. E, quanto mais VOCÊ, você for, mais forte será sua "bandeira de si mesmo", quer seja interessante ou não.
Quase sempre sabemos identificar o que sentimos e, quer seja ético ou não, quase nunca sabemos — ou sim? — como devemos nos portar com respeito ao que pensamos sobre os outros, principalmente quando nos capacitamos a ver fatos e opinões sob distintos ângulos. Aprendemos a escutar versões, a compreender motivações, a estudar movimentos e atitudes, e a mudar a impressão sobre um determinado tema, informação ou ocorrência, desde níveis insignificantes a níveis catárticos ou epifânicos, e, com isso, nos tornarmos mais completos/xos no nosso trato pessoal e social.
O ser humano, a partir da idade em que se dá conta de que vive em sociedade, desenvolve um grande desejo de fazer a diferença. Pode ser a diferença egoísta, com um fim em si mesma, ou a diferença social, que traz benefício a todos. Como naquele exemplo do menininho tímido, que sonha em salvar seus colegas de escola de um incêncio e, no final, ser recebido como um herói por todos e ainda ganhar um beijo da menina mais linda da escola, começamos pela diferença egoísta, cuja primeira pergunta sempre é: isso me faz bem? — que deriva — O que posso ganhar com isso? — olhando pro lado — Está alguém vendo o mesmo que eu? — compartilhando — Isso pode ser compartilhado? — surge o idealismo — E se todos tivermos o mesmo objetivo de bem comum podemos fazer a diferença efetivamente? — e pondo os pés no chão — Como efetivar essa diferença? -ou, validar essa idéia? É claro que não pensamos nessa sequência e com estes valores de forma natural. Eu mesmo não penso assim sempre! Mas tenho aprendido a pensar com essa estrutura no meu cotidiano, aplicando isso em tudo. Se aprendessemos a pensar sempre no bem comum, não sería essa uma condição válida para viabilizar uma ou mais idéias que possam revolucionar o bem comum?
Sabemos que sozinhos não temos nenhum poder, ao contrário da mobilização, que tem grande poder. Um grupo de pessoas organizadas encontra voz ativa, ou, pelo menos, a atenção suficiente para que seja escutado, conseguindo estimular diálogos e chamar atenção sobre temas de interesse comum. O que confirma a existência de uma mobilização, é quando a mesma passa a receber reconhecimento politico e aderência de membros. E isso acontece quanto melhor estruturada for sua organização, quanto mais claro for o seu discurso, quanto mais fundamentados forem os seus objetivos e quanto mais desenvolvida for a sua articulação política.
Temos exemplos de vários tipos de mobilização, alguns não oficiais e outros oficiais, que vão desde passeatas, abaixo assinados e movimentos populares, a entidades de classe, sindicatos, congregações religiosas, partidos políticos, clubes, ONGs, organizações internacionais, etc. Entender a dinâmica de cada grupo, suas relações internas e suas relações com interesses de outros grupos, deve ser o próximo passo dos agentes mobilizadores.
O momento é de abundância! Abundância de gente, de conhecimento e de informação. Todos têm acesso a normas, regras, leis, processos, técnicas e tecnologia. Coisas que não sabiamos que existiam, passaram a estar disponíveis oficialmente — ou clandestinamente, não importa — a um "click" de distância. Isso começou no fim do século passado, com a internet, e foi potencializado com as redes sociais. Temos visto a conversão da cardinalidade das relações entre influenciador e influenciado, líder e liderado, representante e representado, repressor e reprimido, em uma multipolaridade de relações.
Atualmente, o que mais tem sofrido o impacto do advento das redes sociais, é o potencial do poder de mobilização que os agentes mobilizadores dispõem. Atráves das redes sociais governos tiranos foram expostos, ditadores derrubados, fascistas desmascarados, mídia manipuladora exposta, atos anti-diplomáticos passaram ao domínio publico, fraudes políticas e financeiras foram descobertas e uma absurda usurpação dos direitos humanos encontrou como aliada a pior das posturas: a nossa conivência.
Por mais que se crie leis para controlar e aprisionar a disseminação da informação, ditadores, governantes, e a própria mídia vêm descobrindo que não existe limite para o "Acesso à Informação". Atualmente, é a "lei" da informação que rege a nova ordem mundial e qualquer deslize mínimo passa a ser de dominio público. A transformação social e o redesenho da ordem mundial está acontecendo, não por forças militares e conglomerados econômicos especulativos, mas pela revolução das massas informadas. Lentamente a massa está deixando de ser ignorante, aprendendo a trilhar o próprio caminho, preparando as próximas gerações com conhecimento e consciência de seu papel social.
Como Observador, tenho me mantido atendo às tendências dos grupos de informação e seus formadores de opinião, bem como seus respectivos seguidores. Inicialmente, me preocupava muíto em demonstrar "curtir" algo no facebook, ou "seguir" determinada pessoa no twitter, já que isso não sería mantido em sigilo. Isso podería "significar" minhas tendências ou preferências. Mas depois percebi que as pessoas a quem sigo e os artigos que "curto", não são, necessariamente, representantes do que eu penso, mas sim os componentes que formam minha opinião, quer a favor, neutro, ou contra um determinado assunto. "Curtir" passou a ser o meu novo bookmark. "Seguir" alguém passou a ser apenas mais uma fonte de referências. Por isso, quanto mais gente que pensa diferente de mim, eu seguir, mais clara será minha visão e, mais completa será minha opinião, sobre qualquer tema em evidência. Também não excluo meu olhar voyeur de quem vasculha a vida alheia.
Como Experimentador, ainda não tenho muita experiência. Tenho me restringido a expressar-me de maneira singela e singular, sobre temas que muitas vezes podem não encontrar respaldo e apoio alheio, mas que me servem de termômetro de mim mesmo, para que eu entenda meu contexto, sem necessáriamente causar impacto ou interesse de quem me segue. No futuro vou olhar pra traz e ver meu histórico e entender melhor o que me levou a tal ponto.
Como Influenciador, cada momento, foco em uma audiência. Para cada uma procuro entender o tipo e a profundidade da informação que devo oferecer. Por audiência entendo idade, gênero, raça, credo e principalmente o nível de relacionamento que mantenho com o público alvo.
Como Influenciado procuro ser condescendente com o que é ético, nem sempre concordando, mas procurando participar quando vejo importância em respaldar meu influenciador sobre um tema que me pareça relevante, que mereça a minha atenção ou que possa interessar à minha rede de amigos/conhecidos.
Nos interessamos por pessoas de perfis mentais mais compatíveis com os nossos, e principalmente, pelos que têm perfis mais fáceis de discernir. Subconcientemente classificamos os outros como bem ou mal humorados, trágicos ou otimistas, sensiveis ou insensíveis, burros ou inteligentes, influenciados ou influenciadores, emocionais ou racionais, exibidos ou discretos, informados ou a procura de informação, e os agrupamos por prioridade. Quando seguimos alguém que manja sobre determinado assunto, o seguimos como se fosse um guru, ou quem sabe alguém que seja pura e simplesmente divertido, descontraído ou informativo, tudo isso com o fim de alimentar nossa sede por conhecimento e entretenimento.
Me toma de curiosidade e deslumbramento, ver tal revolução que as redes sociais estão provocando no relacionamento entre pessoas. Acredito que é pra melhor! Estamos respeitando mais os limites entre nós mesmos e o nosso próximo, e principalmente melhorando a qualidade de expressão de nossas opiniões, valorizando mais nossas idéias e defendendo honradamente a "bandeira de nós mesmos", aprendendo quando, onde e como colocar nossas opiniões. Também estamos virando fiscais -pra bem e pra mal- de nós mesmos e da vida alheia, entendendo que esse é o preço da participação. Por fim todos temos várias facetas e nada mais natural que nos encontremos como uma "metamorfose ambulante" em constante evolução. E, principalmente, sempre compantilhando e unindo nossa rede de amigos, conhecidos e seguidores.
Nos vemos por aí!
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